23 de Maio de 2018 – Treino em duas fases

No caminho de tentar não se exceder vou experimentando aquecer bem o corpo para daí então partir para uma corrida um pouco mais ritmada. Anda difícil de manter a postura. Há uma tensão muito grande nos braços, difícil de ser evitada. Deve estar relacionada ao trabalho de musculação.

O calcâneo do pé esquerdo voltou a doer e isso se deve a algumas encostadas do calcanhar no solo. É o dilema antigo, pisar com o calcanhar e doer o calcâneo ou pisar com o médio pé e doer a panturrilha. E como tem sido difícil equilibrar essa equação de misturar as pisadas.

Não tem sido possível de executar a corrida com a intensidade desejada pois a panturrilha direita ainda dá sinais de que não está muito boa.

Falta fortalecimento de pernas e core.

Ainda assim estou satisfeito pois conclui 11 quilômetros sem reflexo na lombar e a panturrilha direita está estável.

 

 

2018_mai_24

Anúncios

22 de Maio de 2018 – Suave

Já não sei se chamo essas andanças de treino, mas vamos lá. Hoje foi o dia de testar a panturrilha direita e fazer um ritmo um pouco mais veloz mas nem tanto. Foram 6 km de um trotinho bem de leve, mas o ar frio dificultou um pouco. A dica pra correr no inverno é ir se acostumando de leve para não sofrer com doenças respiratórias que tiram a gente do esporte. Fiz agachamento com 100 kg, 2 x 12 e 1 x 19, Supino inclinado com 20 kg, 1 x 30, 2 x 12 e 1 x 15, Puxada para tríceps com 45 kg, 3 x 12, 40 flexões alternadas mais alongamentos.

20180503_125056-1

21 de Maio de 2018 – Caminhada a 7 km/h

A caminhada a 7 km/h serve para fortalecer a musculatura e as articulações prevenindo assim lesões de treinos com séries mais intensas. Para mim, o ideal é que dure pelo menos uma hora. Hoje pudemos permanecer na pista por uma hora e meia chegando a um pouco mais de dez quilômetros de caminhada no total. Essa velocidade é bem rápida, mas ainda assim não é a velocidade mais rápida de caminhada que consigo executar. De certa forma, acredito que é um trabalho aeróbico tão bom quanto uma corrida bem leve.

2018_mai_21

20 de Maio de 2018 – Easy Running

Depois de termos ido a Campo Largo para a Elisabete correr a prova Cross Country Uninter, estivemos no Morro da Palha. É uma subidinha pequena. Não dá 900 metros desde o local onde deixamos o carro. Vale a pena pela vista muito bonita que se tem de lá de cima.

À tarde sai para uma corrida leve. De início um trote de medida de um pé, por pouco mais de um quilômetro e depois fui soltando, chegando a fazer uns dois quilômetros com maior velocidade. No Km 5 iniciaram as agulhadas na panturrilha e tive que diminuir o ritmo, mas deu pra manter mais dois quilômetros num passinho bem suave. Conclusão de sete mil e trezentos metros em quarenta e dois minutos e trinta segundos.

Um pouco de histórinhas

Passar algum período fazendo algo que se gosta geralmente é algo que se quer manter e fazer perdurar. Mas é necessário que se façam alterações sempre que possível para que não caiamos em erros e armadilhas.

Vou explicar aos poucos como cheguei até aqui.

Comecei a correr devido aos elevados valores de colesterol e triglicerídios que resultavam de meus exames de sangue no final do ano de 2015. Em dezembro de 2015 eu estava pesando 104 quilos e estava tendo alguns problemas como apnéia do sono, epistaxe matinal, brefaroespasmo e às vezes a pressão arterial dava suas alterações. Com a corrida fui baixando o peso e em um ano passei a pesar 87 quilos, porém vim a descobrir nesse período que possuo um esporão no calcâneo e cistos nos ossos da articulação do tornozelo e calcanhar esquerdo, bem como nos ossos da articulação do ombro o que nesse período causava dores que por vezes eram fortes, outras vezes eram amenas. O primeiro médico que procurei disse para eu procurar outro esporte, que fosse nadar ou remar que a corrida não faria bem. Teimoso como sempre fui em mais quatro médicos e as opiniões eram controversas, alguns diziam que depois de um período de tratamento eu poderia tentar correr novamente, outros apoiavam a opinião do primeiro médico. E por último um médico especializado em medicina desportiva me deu um laudo que confiei como definitivo. Disse ele que não importava o esporte que eu fizesse eu continuaria com os problemas, pois o que me causava mal era a falta de esporte e não a prática. Segundo ele eu deveria era aumentar a quantidade de horas de exercícios semanais para que o corpo fortalecesse e pudesse gradativamente ganhar condições para não ter dores. Segui uma rotina de 6 meses de variação de esportes que redundou em uma evolução onde no final de 2016 estava com um volume mensal de treino de corrida próximo dos 180 quilômetros e um ritmo de 05m10seg/quilômetro. Em agosto de 2016, quando já vinha vencendo os problemas de tornozelo e calcanhar, teve início uma dor leve na coluna lombar próximo ao sacro. Não me abalou muito essa dor, mas durante os meses de setembro e outubro tive amortecimento da perna direita e muita dor no nervo ciático pelo percurso todo dele pela perna direita. Passei a fazer Pilates nos meses de novembro, dezembro e janeiro, que trouxe algum benefício, mas em fevereiro e março de 2017 com 30 sessões de fisioterapia é que houve uma melhoria significativa nesse processo onde aprendi que esses problemas todos são resultado da quantidade de tempo que passo sentado. São praticamente oito horas no trabalho e mais um tanto quando chego em casa. Era pior quando estudava a noite. O resultado disso é que para que eu possa correr não posso descuidar de toda uma rotina diária de alongamentos e fortalecimento do corpo. Se eu ficar uma semana sem realizar essa rotina corro risco sério de lesões terríveis.

Ultimamente vim atingindo marcas em corridas de 5 e 10 quilômetros que considero boas, baixando os 5 quilômetros abaixo de 23 minutos e os 10 quilômetros em menos de 48 minutos. Nesse processo o objetivo era baixar os 5 k para menos de 20 minutos e os 10 k para menos de 44 minutos. Isso acabou se tornando uma obsessão. Tão grande que foi detonando todo o gosto da corrida em prol da performance. Naturalmente que a musculatura, os ossos e articulações também sentem a pressão disso.

denilson0101430

Por conta disso é que resolvi desacelerar e fazer um ciclo de tranquilidade e calma. Pelo menos um ou dois anos sem se preocupar com velocidade e sim se preocupar em continuar correndo, subindo morros e tomando banho de cachoeira.

A foto ao lado é na Meia Maratona Internacional de Curitiba de 2018. Nessa prova não me preocupei com fazer tempo e fiz uma das melhores corridas da minha vida. Por conta de ter ótimas companhias antes e depois da prova e também por ter me concentrado em observar melhor o percurso e as pessoas aproveitando melhor o evento. A equipe Se Apinxemo dá um novo gosto de se praticar corrida. Por isso resolvi ficar mais no apoio de provas do que na participação.

Tudo começa agora. 17 de Maio de 2018.

Tudo bem? Sou o Denilson. Este blog registra memórias e impressões quase diárias de experiências de corrida e montanhismo. É um registro bem pessoal e feito muito rapidamente. Na busca de ordenar o caos de informações e extrair uma melhor vivência dos lugares.

Depois de algum tempo procurando performance é hora de mudar de direção. Perdi muito do gosto de participar de provas de corrida. Por isso agora é hora de explorar outras maneiras de vivenciar a corrida e experimentar o mundo.

Nestes relatos deste blog procurarei mostrar as coisas mais interessantes dessa caminhada. Abandonar gradativamente os tênis superamortecidos e as roupas super tecnológicas também são objetivos desse momento.

Hoje foi o dia de testar uma maneira de correr ou andar, ainda não sei bem como descrever, mas no exterior é chamada de “easy running”.  Será um dos pontos de apoio de minhas atividades a partir de agora. Importa dizer que é bem lento e tem impacto mínimo. Porém muito gostoso de se praticar.

Serei um corredor franciscano? Ou talvez um candidato a tarahumara? Não sei, só quero continuar correndo e fugindo das neuras que o mercado impõe pra nós.

 

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

Crie um novo site no WordPress.com
Comece agora